- Após ter sido campeão o ano transacto, e segundo palavras suas aqui neste mesmo espaço, de ter construído uma equipa competitiva para esta época, ao fim de seis meses e de meia época disputada só com uma vitória e dois empates mantêm a mesma opinião?
MC – Mantenho. Quando comecei a construir a equipa tive de olhar para a realidade e para o meio onde estamos inseridos, para o grau de competitividade que existe aqui e nesse contexto considero uma equipa competitiva. É um facto que para os nacionais faltam alguns aspectos importantes mas isso é um problema que nada têm a ver com o clube ou com esta equipa mas sim com as deficiências e pouco desenvolvimento que a modalidade tem no nosso distrito.
- Em sua opinião o que é que têm faltado a esta equipa?
MC – Um pouco mais de experiência na modalidade em relação ás outras equipas, não só em termos de jogadores mas da equipa técnica e dos próprios dirigentes.
- É também a sua primeira experiência em escalões nacionais. Era o que inicialmente pensava?
MC – A pouca experiência que tenho, e de não ter um conhecimento realmente aprofundado da terceira divisão ou dos campeonatos nacionais se preferir, até porque a modalidade a esse nível aqui no nosso meio não dá para tirar grandes elações, não me davam à partida uma opinião concreta do que poderia ser este campeonato mas sabia que iria ser um campeonato muito competitivo onde se iriam ver muito boas equipas e muito bons executantes.
- Como está então a analisar o campeonato até agora?
MC- Como referi na resposta à questão anterior ta a ser um campeonato em termos gerais interessante, competitivo, com excelentes jogos de futsal, penso que os próprios resultados falam por si e as diferenças pontuais também.
- E em relação à nossa equipa que balanço faz da mesma agora que chegou ao fim a primeira volta?
MC- Bem à que ter em conta dois aspectos, o aspecto desportivo e o aspecto competitivo. Se em termos desportivos o balanço não pode ser positivo visto a posição na tabela em termos competitivos faço um balanço positivo da equipa. O trabalho que temos desenvolvido diariamente nos treinos desde a pré-época ate agora tem se reflectido nos jogos pois temos dentro do nosso realismo ser competitivos e temos conseguido diminuir a diferente de andamento entre nós e os nossos adversários. Por outro lado também tem sido uma experiência bastante enriquecedora para todos nós, que nos têm ajudado a evoluir como jogadores, treinadores e dirigentes.
- Falou da pré-época, há quem diga que a mesma foi mal estruturada. Concorda com isso?
MC- Podemos sempre fazer melhor é um facto, mas estou contente com o que conseguimos fazer. Em termos físicos não tive nenhum problema muscular até agora e a equipa em termos de resistência também está muito bem o que quer dizer que o trabalho de base foi bem feito. Em termos competitivos vou ter de me repetir um pouco mas é a realidade, estamos longe dos locais onde existem equipas mais competitivas tentámos muitas mas somente de semana é que poderiam jogar e sempre com a nossa equipa a fazer as deslocações o que era impossível dado o facto de sermos amadores e os jogadores todos eles trabalharem.
- O plantel inicialmente comtava com catorze jogadores, conta agora com doze atletas disponíveis. Após a lesão grave de Diogo e o abandono do João não lhe parece que deixaram o plantel curto para o que ainda falta jogar?
MC- Eu pessoalmente penso que em condições normais até não seria demasiado curto mas temos que contar com imprevistos de lesões e castigos e nesse sentido poderá ser considerado curto neste momento.
- Pode dizer-nos em que situação se encontra o Diogo? Pensa ainda ser recuperável para esta época?
MC- O Diogo sofreu uma pequena fractura no menisco com alguns outros problemas laterais ao nível ligamentar, têm feito tratamentos para tentar evitar a operação visto que a sua vida académica ficaria muito prejudicada neste momento, uma vez que o atleta esta no último ano do curso de Educação Física e Desporto. Está a evoluir favoravelmente a esses tratamentos têm melhorado mas pensamos que será muito complicado o atleta jogar já esta época.
- E o abandono do João. Que comentário faz do mesmo?
MC- O João foi um atleta que fez uma boa pré-época, mas que por motivos da sua vida pessoal e de uma lesão que o impediu de treinar quatro semanas fizeram com que esta situação se verifica-se. Tenho muita pena era um aleta importante mas a última decisão pertenceu a ele e não o poderia obrigar a ficar contra a sua vontade.
- Outro atleta muito falado têm sido o Luís André, por a sua pouca presença nos jogos, que se passa afinal com este atleta?
MC- No final da época passada todos os jogadores da equipa foram convidados a renovar entre renovações e abandonos o Luís André falou connosco e disse-nos que estava disposto em ajudar a equipa sendo que nos jogos fora de casa seria muito difícil estar presente, mas que nos treinos e jogos em casa contávamos com ele. O Luís têm sido uma presença assídua nos treinos e em alguns jogos não foi convocado por opção minha por isso aquilo que foi acordado têm sido cumprido pelo atleta daí na minha opinião não exister nenhum caso sobre o atleta.
- Também têm havido alguma especulação acerca da rotatividade dos guarda-redes nas convocatórias. Quer explicar essa situação?
MC- Primeiro que todo quero referir que temos três excelentes guarda-redes. Depois a questão é simples dois deles trabalham por turnos e na mesma firma e a convocatória não só é feita tendo em conta os aspectos da evolução dos treinos ou do momento que os guarda-redes atavessam mas também é feita a contar com essa disponibilidade e rotatividade de turnos. Tivemos de respeitar isso não podemos pagar ordenados aos atletas e isso deixa-nos depois premiáveis a estas situações laterais.
- Perante tudo isto e o que referiu atrás, que neste momento o plantel pode estar curto, não acha que o plantel precisa de alguns reajustes?
MC- Uma questão complicada. Enquanto que os nossos adversários o leque de opções é maior e podem dar-se ao luxo de contratarem futsalistas nós aqui não temos essas condições e os jogadores que se poderiam se adaptar ou interessar estão colocados e são caros. Apesar de todas essas contrariedades temos feito muitos contactos e vamos ver se vais ser possível ter alguma novidade nos próximos dias.
- Vai então entrar alguém nos próximos dias?
MC- Não sei é possível vamos ver.
- Tem sentido alguma desmotivação e falta de empenho dos atletas nos jogos e nos treinos?
MC- Gosto de falar da equipa como um todo e nesse sentido não tenho sentido sinceramente desmotivação e falta de empenho, pelo contrario, e o sentimento muitas das vezes é de frustração por estarmos tão perto de conquistarmos resultados positivos e depois deixar-mos escapá-los. Embora possa haver num ou outro atleta uma falta de confiança tremenda até nos próprios treinos, temos trabalhado dentro das nossas capacidades esses aspectos mas por vezes é complicado porque outras questões laterais interferem.
- Não sei se têm acompanhado os comentários feitos aqui no nosso blog. Têm surgido algumas críticas acerca do seu trabalho e da falta de qualidade de alguns jogadores. Que comentário faz a essa situação?
MC- Sim acompanho os comentários, respeito a opinião de todos, apesar de me fazer um pouco de confusão como é que alguns se dizem amigos do clube e refiram-se a alguns aspectos por vezes sem fundamento e com uma falta de informação brutal. Mas isto não têm afecto o grupo nem a mim pessoalmente e por vezes até têm sido motivo de boa disposição no balneário. Pessoalmente sei ao que me propôs e o trabalho que estou a desenvolver o resto são opiniões valem o que valem.
- Sente então o apoio da Direcção?
MC- Sim sinto.
- Que perspectiva faz para a segunda volta do campeonato?
MC- Tendo em conta os últimos jogos espero melhorias ao nível dos resultados desportivos e uma maior evolução em termos competitivos.
- Que apelo e mensagem deixa aos adeptos para esta segunda volta de campeonato?
MC- Bem é que continuem a acompanhar como têm feito de forma positiva a equipa até agora e que tenham bem presente que este nível competitivo nada têm a ver com o do ano passado. Por sua vez posso garantir que vamos continuar a dignificar a camisola que vestimos e continuar a tentar proporcionar bons espectáculos de futsal onde quer que nos desloquemos.
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