quinta-feira, janeiro 24, 2013

Futsal Senior - Cronica do Jogo GDC Baronia vs CD Beja

12ª Jornada do Campeonato Distrital de Futsal da AF Beja

GDC Baronia 3-2 CD Beja



Foi na passada sexta-feira que o GDC Baronia recebeu o CD Beja em jogo a contar para a 12ª jornada do campeonato distrital de futsal da AF Beja, que vencemos por 3-2.
Um jogo que sabíamos ser de nível de dificuldade elevada pois do outro lado estava uma equipa com boa qualidade, com jogadores sob o ponto de vista técnico muito interessante, jovens que nos iam dificultar a vida ao máximo.
Pese embora todas estas prerrogativas positivas do nosso adversário sabíamos também que possuíam lacunas, tacticamente é uma equipa em construção, e se por um lado a juventude dá muitas coisas boas sob o ponto vista físico e mental, retira sob o ponto de vista emocional sendo que em bom da verdade num jogo equilibrado em que o empate seria porventura o resultado justo o que acabou por desequilibrar o mesmo foi de facto essa juventude da equipa do CD Beja que num jogo intenso a parte emocional falhou nos momentos chaves do encontro, facto aliás perfeitamente natural quando existe uma equipa jovem em construção em que o erro faz parte desse mesmo processo evolutivo.
O resultado fica por isso associado e este facto, um encontro em que entramos mais forte pressionado alto as linhas defensivas do CD Beja que entrou com uma equipa mais estática e posicional o que em facilitou em parte essa tarefa. Como fruto desse pressing acabamos por marcar primeiro ainda numa fase embrionária no encontro. Metade da primeira parte foi então dominada por nós mais móveis, mais pressionantes criamos dificuldades nas linhas mais recuadas do CD Beja. Os acontecimentos mudam a meio da primeira parte, as equipas mudam o figurino, nós apostamos numa equipa menos móvel mas mais táctica e o CD Beja colocou em campo os seus melhores elementos que com eles trouxeram velocidade e a tal irreverência da juventude. Verdade foi que o CD Beja foi melhor nessa fase, por mérito próprio conseguiu desequilibrar em posse de bola a nossa organização defensiva, e quando a posse da bola estava connosco a rapidez com que no pressionavam em bloco face à menor dinâmica que apresentávamos nesta fase não nos deixava sequer chegar perto da baliza. Com naturalidade e justiça o CD Beja já perto do fim após ter ameaçado chega ao golo, golo esse que daria o empate com que terminou a primeira parte.
Na segunda o jogo tornou-se mais táctico e mais combativo. Nós com mais bola e o CD Beja com uma postura mais de transições rápidas onde apostou mais tempo no seu melhor 5. Como foi feita referência atrás este sangue mais quente inerente da maior juventude do adversário ao longo desta segunda parte fez com fosse acumulando faltas, a maior agressividade em alguns lances na tentativa de tirar a bola aliada a algumas faltas infantis fez com que as 5 faltas fossem atingidas. Nós, que também atingimos as 5 faltas fruto de uma maior exposição ofensiva de onde derivou um menor rigor táctico sobretudo na transição defensiva levou a que as tivessemos atingido.
Os golos em jogadas criadas não apareciam. Ora eram os guarda-redes ou a falta de eficácia que mantinha o empate no marcador. Já com o final do jogo a chegar e com o empate a pairar no pavilhão, eis que as emoções dos jogadores de ambos os lados, com os nervos já à flôr-da-pele num jogo intenso, combativo e desgastante a todos os níveis (físicos e psicológicos) fizeram a diferença. Ao contrário do que se deva querer fazer passar, assumindo que a nossa verdade é igual à verdade dos demais a realidade é que a menor experiência dos jogadores do CD Beja foi por demais evidente em dois lances capitais. Ou seja, com o resultado em 1-1 é assinalada a 6ª falta contra os bejenses, que Nélson Deodato não desperdiçou dando-nos vantagem por 2-1. A irreverência e qualidade dos jogadores do CD Beja fizeram com que num bonito lance colectivo chegassem logo depois à igualdade, mas como referimos a menor experiência e o crer ganhar o jogo fez com que a 7ª falta fosse cometida de forma infantil o que permitiu que de novo Nélson Deodato nos colocasse em vantagem. Até final nota ainda para 6ª falta marcada contra nós que Bruno Maldonado defendeu segurando assim os 3 importantíssimos pontos.
Em suma um bom jogo de futsal com emoção, nem sempre bem jogado é verdade, sob o ponto vista técnico, em que as duas equipas esgrimiram argumentos de ambos os lados que lhes permitia a qualquer uma sair com os 3 pontos, o que entenda-se que seria justo no final seria o empate. Palavra especial para o adversário, que demonstrou qualidades e capacidades, que se bateu com galhardia mas que no momento chave do jogou sobrou-lhe juventude e faltou-lhe veterania.
Quanto a nós uma vitória sofrida num jogo em que não fizemos tudo para sair com os 3 pontos, numa fase da época em que os deslizes se podem pagar caros, embora os campeões surjam destes jogos e dos momentos mais adversos. Fica contudo o aviso à tripulação que não devemos baixar a guarda pois a fase mais importante da época só agora começou.
   
GDC Baronia: Bruno Maldonado (Gr), Jorge Santos (c), Dario Pataquinho, Vítor Carvalheira e André Pão Mole; André Cravinho, Nuno Rosário, Carlos Bexiga, Nélson Deodato, Igor Pataquinho, Nuno Miguel e Sérgio Fitas.

Marcaram:
Nélson Deodato (2) e Vítor Carvalheira.

1 comentário:

Luís Pardal disse...

Choca-me um pouco a vossa crónica (bem feita), ao quererem passar a imagem de equipa inexperiente, quando na verdade foi mais dois + 1 erro do dito árbitro, que os levou à vitória, mas tudo bem, parabéns pela vitória e continuação de boa sorte para o restante campeonato.